terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Destaque mundial (falhado)

Vivemos esta semana, em Portugal, um fenómeno que, pensei eu, nos voltaria a colocar num lugar de destaque global.
Depois do Tsunami, na Tailândia, da erupção vulcânica, em Itália, dos mini furacões, em Inglaterra e da eleição de Barack Obama, nos Estados Unidos. Um sismo em Portugal.
Acompanhei os canais noticiosos internacionais, e apesar de ter atingido o grau 6, na escala de richter, e ser o maior sismo registado em Portugal nos últimos 40 anos. Nada. Nada digno de registo. Nada que nos desse o devido destaque.
Li alguns jornais, nacionais, e comecei a perceber o porquê desta aparente ignorância mundial. Ao que parece grande parte da população portuguesa não deu conta do sismo. E porquê? Estavam a dormir. Compreendo a necessidade de descanso, que o ser humano tem. Eu próprio, e apesar de ainda existirem algumas dúvidas em relação à minha humanidade, sou um ser. E necessito de descanso. Mas sendo o maior sismo dos últimos 40 anos, não se poderiam ter deitado um pouco mais tarde? O próprio sismo. Sabendo da necessidade de descanso do ser humano, não poderia ter acontecido um pouco mais cedo?
Preguiça e falta de profissionalismo.
É o que eu penso.
Assim, dificilmente recuperaremos um lugar de destaque a nível mundial.

Alma penada de grau 6

Ontem houve um sismo. É verdade. E em Portugal.
Atingiu a magnitude de 6, na escala de richter, e foi o maior dos últimos 40 anos. Pessoalmente, não senti nada, mas sempre me disseram que sou um pouco insensível.
Nos jornais e televisões, as informações habituais sobre os danos materiais e mortos. As declarações de transeundes que viveram intensamente o sismo e de outros que não o sentiram. Alguns relatos emocionantes de quem viveu o sismo de 1969 e uma reportagem da TVI, com o único sobrevivente, ainda vivo, do terramoto de 1755.
Nada de extraordinário.
Mas foi numa publicação online, que encontrei a única declaração que me chamou a atenção. Não só pela sua beleza factual, mas também pelo potencial revolucionário que nela encontro. Dizia assim:
“Acordei com a cama a abanar. Pensei que fosse uma alma penada e acendi a luz, mas era um sismo. Sandra – Barreiro”
Sei que sismos não são muito comuns em Portugal, mas com a excepção de alguns artigos do jornal O Crime e algumas series de fricção cientifica, não me ocorre a última vez que tenha sido detectada uma alma penada de grau 6 na escala de richter.
É aqui que vejo o potencial revolucionário desta notícia. Tomando-a por base, poderemos assistir a uma revolução na forma como estes fenómenos passarão a ser tratados.
No futuro, telejornais de todo o mundo, poderão ser abertos desta forma:
- Vampiro de grau 7.4, causa morte de três mulheres, deixando outras duas em estado grave;
- Várias casas tremeram e duas ruíram, durante a incidência de um fantasma. O fenómeno apenas atingiu o grau 3.4, mas os danos materiais são enormes.